Os dias passam e nossos bebês crescem

Quando João começou a ir pra escolinha, uma das minhas preocupações foi acerca da adaptação. As escolas explicam que é uma fase difícil, que podem acontecer mudanças bruscas no comportamento da criança e ela pode acabar regredindo de algumas formas. Além, é claro, do choro. Algumas dão um verdadeiro escândalo pra não ficar na escola.

Com João tivemos poucos problemas. Só um chorinho leve ao ir para o braço da auxiliar na hora da chegada na escolinha. Depois, segundo a coordenação sempre informa, ele se sai bem, interage e brinca com os amiguinhos, lancha com todos, tudo uma maravilha. Eu já estava acostumado com esse choro e de certa forma torcendo pra que ele parasse, pois seria a prova definitiva que ele gosta da escola e estava bem adaptado.

Eis que hoje, ao deixa-lo lá, nem sinal de choro. Olhou pra auxiliar, deu os bracinhos, me mandou um beijo estalado e partiu rumo a novas aventuras no parquinho e brincando de massinha. Eu não fazia ideia de como isso ia me deixar pra baixo. Mal sabia que o dia que acabou o chorinho ao ficar na escola é o dia em que ele se tornou um pouco mais independente. Foi um “pode ir pai, tô tranquilo aqui” silencioso, mas que soa bem alto e parece uma faca no coração.

Quem chorou não foi ele, fui eu. A partir de hoje, sempre que eu deixa-lo na escola, sou eu quem vou soltar um chorinho. E não faço ideia de como será a minha adaptação a isso.

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  1. Luh Testoni 28/02/2014

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